Texto de apoio: Texto CB1A1AAA
Texto CB1A1AAA
A palavra violência frequentemente nos remete a 1 crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras e terrorismo. Pensamos que violência e crime 4 violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é considerada crime. A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, 7 pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. 10 Nesse caso, considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto histórico. Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as 13 possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime acabaram por defender a tese de associação entre o 16 aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais desfavorecidas, em contraposição à 19 tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos detentores de poder. O mito da criminalidade associada à pobreza cria 22 estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência. Rotula os que são tidos como pobres e faz 25 uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos praticados por uma minoria. A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. 28 Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria 31 cidade, que massacra os pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da violência que eles sofrem 34 é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida. 37
Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil . In : Revista Brasileira de Segurança Pública. ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações).
A palavra violência frequentemente nos remete a 1 crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras e terrorismo. Pensamos que violência e crime 4 violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é considerada crime. A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, 7 pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. 10 Nesse caso, considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto histórico. Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as 13 possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime acabaram por defender a tese de associação entre o 16 aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais desfavorecidas, em contraposição à 19 tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos detentores de poder. O mito da criminalidade associada à pobreza cria 22 estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência. Rotula os que são tidos como pobres e faz 25 uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos praticados por uma minoria. A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. 28 Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria 31 cidade, que massacra os pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da violência que eles sofrem 34 é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida. 37
Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil . In : Revista Brasileira de Segurança Pública. ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações).
No que se refere aos sentidos e às propriedades linguísticas do texto CB1A1AAA, julgue os itens a seguir.
Os sentidos do texto seriam preservados caso a palavra “possíveis” (ℓ. 14) fosse deslocada para imediatamente após a palavra “respostas” (ℓ. 13).
Os sentidos do texto seriam preservados caso a palavra “possíveis” (ℓ. 14) fosse deslocada para imediatamente após a palavra “respostas” (ℓ. 13).
CertoErrado