Texto de apoio
- A natureza jamais vai deixar de nos surpreender.
- As teorias científicas de hoje, das quais somos justamente
- orgulhosos, serão consideradas brincadeira de criança por
- futuras gerações de cientistas. Nossos modelos de hoje
- certamente serão pobres aproximações para os modelos do
- futuro. No entanto, o trabalho dos cientistas do futuro seria
- impossível sem o nosso, assim como o nosso teria sido
- impossível sem o trabalho de Kepler, Galileu ou Newton.
- Teorias científicas jamais serão a verdade final: elas irão
- sempre evoluir e mudar, tornando-se progressivamente mais
- corretas e eficientes, sem chegar nunca a um estado final de
- perfeição. Novos fenômenos estranhos, inesperados e
- imprevisíveis irão sempre desafiar nossa imaginação. Assim
- como nossos antepassados, estaremos sempre buscando
- compreender o novo. E, a cada passo dessa busca sem fim,
- compreenderemos um pouco mais sobre nós mesmos e sobre
- o mundo a nossa volta.
- Em graus diferentes, todos fazemos parte dessa
- aventura, todos podemos compartilhar o êxtase que surge a
- cada nova descoberta; se não por intermédio de nossas próprias
- atividades de pesquisa, ao menos ao estudarmos as ideias
- daqueles que expandiram e expandem as fronteiras do
- conhecimento com sua criatividade e coragem intelectual.
- Nesse sentido, você, eu, Heráclito, Copérnico e Einstein somos
- todos parceiros da mesma dança, todos dançamos com o
- Universo. É a persistência do mistério que nos inspira a criar.
Texto 14A15AAA
Marcelo Gleiser. A dança do universo: dos mitos de criação ao Big-Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 384-5 (com adaptações).
Marcelo Gleiser. A dança do universo: dos mitos de criação ao Big-Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 384-5 (com adaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos do texto 14A15AAA, julgue os itens que se seguem.
Feito o devido ajuste de inicial maiúscula, a locução “É ... que”, por ser puramente de realce nesse caso, poderia ser suprimida do trecho “É a persistência do mistério que nos inspira a criar” (ℓ. 26), sem comprometer a clareza nem a correção gramatical do texto.
Feito o devido ajuste de inicial maiúscula, a locução “É ... que”, por ser puramente de realce nesse caso, poderia ser suprimida do trecho “É a persistência do mistério que nos inspira a criar” (ℓ. 26), sem comprometer a clareza nem a correção gramatical do texto.
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